Todo mundo sabe que durante muitos anos da minha vida eu morei no interior, passando por Monte Alegre do Sul e Amparo. E eu fui muito feliz, durante todos estes anos (1996 / 2006 ). Mas por conta de uns contra-tempos eu me mudei de lá, pra Santos e depois pra São Paulo, onde estou há dois anos.
08/07 de 2011, depois de dois anos sem visitar minha cidade do coração e meus amigos, eu voltei.
E como é bom poder relembrar de todos os momentos. A começar pelo espaço onde por anos estudei. O colégio é outro, mas mesmo assim, durante sete anos foi ali que eu ficava pelo menos 5 horas por dia. Dentro de sala ou matando aula. E de todo o caminho que eu percorria pra voltar pra casa. E mentalmente eu me vi caminhando, com amigos e até mesmo sozinha.
Rever minhas amigas foi como uma descarga elétrica que passou pelo meu corpo me deixando ‘ligadona’. Poder ouvir suas vozes tão amigas dizendo que sentiram saudades, como foi bom… eu sei que eu ainda mantenho aquelas amizades.
Rever alguns amigos foi divertido, alguns estão mudados, mas continuam sendo os amigos de 14 anos atrás.
Passei pela casa que morei durante os sete anos que vivi em Amparo, foi bom ver que ela continua a mesma. Pelo menos por fora, pude ver que a cor é a mesma, e que até as cortinas que minha mãe deixou por lá, ainda estão do mesmo jeito. Significa que os novos moradores gostaram da idéia.
Relembrei muitos momentos. Enquanto curtíamos o show da Zélia Duncan na Praça Pádua Salles, no 11º Festival de Inverno. Dos shows que vi ali. Das horas que passamos sentados nos bancos da praça, conversando, rindo, chorando. De tarde, de noite e até de madrugada. Ali fiz amizades, ali briguei e até me apaixonei. “Pra onde vamos depois da escola? Ah, vamos na Pádua Salles?” toda quarta feira era assim, eu e minha amiga Érica íamos pra praça, pra não fazer nada. Apenas conversar – o tempo na escola não era suficiente. Foi bom também passar pela praça da Matriz, onde me crismei e onde passei muitos momentos legais. Onde bebia com os amigos, onde ria com eles…
Por todos os lugares que passei eu sentia um pedacinho dos meus pais. E os via na padaria, no mercado, na video-locadora, nos estúdios da rádio, na secretaria da escola, nos escritórios e até mesmo na minha casa. Lembro como se fosse hoje, de tudo. Via tudo claramente, como se todos nós ainda morássemos lá.
Em todos os lugares eu lembrava deles. Batia uma saudade, mas sem tristeza. Vivemos muitos momentos naquela cidade, e pra mim é importante lembrar, porque ali foi o último lugar que vi meu pai, vivo. E mesmo sendo algo triste, não me deixei abalar, revivi mentalmente cada instante que ali passei junto da minha família. Foi ali que eu cresci, que estudei, que me formei, que conheci muitas pessoas – que quero levar comigo pra sempre – foi ali que eu me transformei a pessoa que hoje eu sou. E é claro que nada disso teria sido possível sem essas pessoas.
Foi muito bom encontrar, amigos, conhecidos, ficantes (que saudades rs), foi bom conhecer novas pessoas. Foi bom, é bom e sempre será bom estar por lá.
Mesmo não tendo nascido em Amparo, me considero Amparense de coração. Dizem que mãe é quem cuida, certo? Pos cidade também, é a que acolhe, é a que te faz se sentir bem. E é assim que me sinto todas as vezes que me lembro dos anos que lá vivi.
Obrigada Amparo, por ser a minha cidade e por ter proporcionado os melhores anos da minha vida.
E obrigada aos amigos, por terem feito destes 10 anos, inesquecíveis.
Mesmo com as pessoas dizendo, o passado é passado, não deixe de vivê-lo. Mesmo sendo passado, faz parte de você, do seu crescimento, da sua evolução. E se você é o que é, é porque você tem um passado, e este tem que ser lembrado.
Algumas imagens deste meu passado
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(Não vou citar a vontade de falar dele, não vou…!)
Palavra da viagem: DESTINO, né Pur?
That’s all folks.
@Carol0590 (:

